PROVA DE CONTACTO #1- Contextualização e pesquisa

 

#PROVA DE CONTACTO 1- Contextualização e pesquisa

Flânerie: Flânerie deriva da palavra flâneur-indivíduo que passeia, deambula, divaga, vagueia, caminha sem destino certo. É alguém que se sente fora da sociedade. É um ser associal que não se revê na moral da sociedade e sente que não pertence ao mundo em que vive nem à cidade.

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Charles Baudelaire

O conceito de flâneur, o deambular, aquele que observa a cidade, foi explorado por Charles Baudelarie.

Charles-Pierre Baudelaire foi um poeta boémio ou dandy ou flâneur. Nasceu em Paris a 9 de abril de 1821. Estudou no Colégio Real de Lyon e Lycée Louis-le-Grand.

Em 1857 é lançado “Les fleurs du mal” que continha 100 poemas. O autor do livro é acusado, no mesmo ano, pela justiça, de ultrajar a moral pública. Os exemplares são apreendidos e o escritor é obrigado a pagar uma multa.

 

 

 

   les_fleurs_du_mal-1946b-0cover_fullEste, andava pelas ruas de Paris, e tomava sempre em atenção todos os detalhes da vida moderna da cidade. Este conceito foi mais tarde retomado por Walter Benjamim, numa obra chamada “Projeto Arcades”. Aqui, Walter partiu do flâneur de Baudelarie para explorar o impacto da vida moderna na psicologia humana. Uma das grandes influências de Charles Baudelarie na tese de Walter Benjamim foi a coleção de poemas do primeiro, denominada “Les fleurs du mal”. Estes poemas relatavam o olhar do próprio sobre uma deambulação na cidade de Paris.

 

 

 

Esta coleção reúne, de modo exemplar, uma série de temas da obra do poeta: a queda; a expulsão do paraíso; o amor; o erotismo; a decadência; a morte; o tempo; o exílio e o tédio. A política está ausente por completo. As descrições, escassas, são sempre densas de significado. Mas no livro tudo é fascínio, música, sensualidade abstrata e poderosa.

 

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Walter Benjamin

Walter Benjamin foi um, crítico, tradutor, filósofo e sociólogo judeu alemão. Como já foi referido anteriormente, este retomou o trabalho de Baudelaire numa obra chamada “Projeto Arcades”.

 

Benjamin desenvolveu o seu trabalho baseando-se na conceção kantiana da crítica como uma forma de reflexão, tanto estética como política.

 

 

O projeto Arcades é a história da cidade de Paris no séc XIX. Aqui, Walter faz referência a dois conceitos que pretendiam explicar a resposta humana à vida moderna da cidade: Erlebnis e Erfahung. O primeiro conceito caracteriza-se pela anestesia que é provocada pelo bombardeamento de sensações que acontece na cidade moderna. Erfahung é uma resposta mais positiva que se refere à mobilidade do flâneur numa experiencia mediada pela observação, cheiros e sons que a cidade oferece. Benjamin estava interessado na dialética entre esses dois conceitos e citou a poesia de Baudelaure como um meio bem sucedido para transformar Erlebnis em Erfahrung.

 

The greater the share of the shock factor in particular impressions, the more constantly consciousness has to be alert as a screen against stimuli; the more efficiently it does so, the less do these impressions enter experience (Erfahrung), tending to remain in the sphere of a certain hour in one’s life (Erlebnis).

Walter Benjamin, ‘Illuminations’

 

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Paris
Para Benjamin, o ambiente de Paris foi um motor para provocar memórias perdidas de um tempo passado. Contudo, é importante referir que neste projeto, Walter escreve como se fosse um flâneur e não sobre o que é ser um, nem sobre o próprio conceito.

No “Projeto Arcades” e na exploração de Paris, Walter Benjamin assume que espaços exteriores espelham o interior dos edifícios. Como resultado, Benjamin afirmava que o flâneur experimenta as ruas como um interior. Este interior une todas as épocas, todas as partes do mundo e todos os fenómenos da sociedade contemporânea. Os cafés, cinemas e lojas eram apenas extensões da rua.

A prática de flânerie também inclui a ideologia de que a publicidade é algo muito marcante neste conceito, segundo este crítico, pois a partir desta é possível haver uma transcendência para outro mundo e a qualidade do sonho aumenta também.

 

“The city’s modernity is most particularly defined for him by the activities of the flâneur observer, whose aim is to derive ‘l’éternel du transitoire’ (‘the eternal from the transitory’) and to see the ‘poétique dans l’historique’(‘the poetic in the historic’).”

Christopher Butler

Para Benjamin, o flaneur é a principal forma para interpretar qualquer cultura e é fundamental para “despertar”qualquer consciência.

“The flâneur’s movement creates anachrony: he travels urban space, the space of modernity, but is forever looking to the past. He reverts to his memory of the city and rejects the self- enunciative authority of any technically reproduced image. The photographer’s engagement with visual technology is similarly ambivalent. The photographer reiterates the trajectory of technological advance through his or her acculturation to new technologies, yet the authority of this trajectory is challenged by photography’s product: the photograph, a material memory which is only understood by looking away from the future, by reading retrospectively.”

Kirsten Seale

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Voyeurisme: Voyeurismo é uma experiência que consiste numa entidade conseguir alcançar prazer sexual através do estudo e observação de pessoas. Consiste no excesso de curiosidade relacionada com o que é particular e íntimo.

A prática do voyeurismo define-se principalmente pelo facto de que que o indivíduo não tem qualquer tipo de relação com o objeto em questão; em vez de qualquer tipo de contacto, o alvo é observado a uma determinada distância.

 

O “voyeur” é fwoman_spying_on_male_loversrequentemente descrito como aquele que observa a situação de longe, à procura de uma abertura, um buraco da fechadura ou através meios técnicos, tais como binóculos, um espelho, uma câmera.

Ao comportamento de achar atraente ver aquilo que o seu parceiro sexual faz com outra pessoa, chama-se Candaulismo.

 

 

Por extensão, o termo também é usado num contexto mais amplo: por exemplo, falamos de voyeurismo aquando de imagens ou eventos que afetam pessoas na sua privacidade ou no seu corpo.

 

“I’m a voyeur. I say that with no embarrassment. If I could have a superpower, being invisible would be it, no question. I’m fascinated by human behavior; observing people and seeing how much story gets told without a lot of dialogue, and how much our brain fills in.”

Thomas Schlamme

“I come by writing dialogue fairly naturally, I’ve got a chatty family; I’m a bit of a voyeur, and if I’m ever in a public place, I automatically find myself listening.”

Patrick deWitt

 

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1 comentário Adicione o seu

  1. ctruivo disse:

    é pouco!

    Curtir

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