Eles Andem Aí

Uma reflexão sobre o poder do cidadão no sistema capitalista

Eles Andem Aí é um projecto final da Licenciatura em Design de Comunicação da FBAUL 13268318_1037823399587056_3475149843242744072_oque propõe uma reflexão sobre o papel do cidadão no sistema capitalista. O sistema capitalista, actualmente implementado, a nível global, é demasiado complexo  para ser categorizado apenas como bom ou mau e não nos propomos a tal. As falhas do sistema e as suas consequências na sociedade são inegáveis e é fácil cair numa rotina de crítica, de apontar o dedo sem saber exactamente a quem. A verdade é que o sistema capitalista não funciona autonomamente, separado das comunidades que rege e das pessoas que as integram. O sistema somos todos nós, e ignorar o nosso papel não só rejeita a responsabilidade que cabe a cada cidadão como também nega a possibilidade de o mudar.”

 

Na passada terça-feira, dia 8 de novembro, existiu na galeria da Faculdade das Belas Artes mais uma sessão do jogo “Eles Andem Aí”, criado e organizado pelos alunos finalistas de Design de Comunicação de 2015-2016.

A atividade começou com a explicação e contextualização do jogo. Este baseava-se num jogo de tabuleiro, que era composto por duas equipas: uma que representava a Maria e outra o José. A Maria era uma CEO, dona de uma empresa multinacional textil, a Anditex, e uma mulher com uma vida ocupada e ativa. O José era um gerente de uma loja de roupa, divorciado e com cinco filhos para criar e sustentar. Cada equipa começava o jogo com quinze pontos de Ética e quinze pontos de Lucro.

 

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O jogo começou. Cada um começava na casa de partida e acabaria na casa número dez. Em cada uma das paragens, era apresentado à equipa um “problema-tipo” com o qual q sua personagem teria de lidar. Depois, existiam duas respostas possíveis para esse problema. A equipa discutia qual das propostas era a melhor e lia aquela que seria a consequência da sua escolha. De seguida e consoante a resposta, a equipa ganharia ou perderia pontos em Ética e/ou Lucro.

A minha equipa ficou com a Maria. Aqui estão as questões que nos foram colocadas e as respostas que concordamos em dar:

 

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                    1: Resposta escolhida: B

 

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2: Resposta escolhida: A

 

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3: Resposta escolhida: B

 

 

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4: Resposta escolhida: A

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5: Reposta escolhida: B

 

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15007758_1235595636484082_1265333156_o6: Resposta escolhida: B

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7: Resposta escolhida: A

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8: Resposta escolhida: B

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9: Resposta escolhida: B

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10: Resposta escolhida: B

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Final: A Maria acabou com maior número de pontos de Ética do que com pontos de Lucro, o que significa, tal como foi explicado, que embora a empresa Anditex continue a existir numa sociedade capitalista em que o dinheiro não deixa de ser uma prioridade, Maria e pessoas como ela acabam por contribuir para que o sistema siga um caminho eticamente mais responsável.

Pelo jogo e pela explicação dada pelos alunos que organizaram a atividade, o objetivo do jogo era colocar as pessoas nos diferentes papéis: na de comerciante, empresária (Maria) ou na de consumista (José). A ideia que penso que queriam transmitir era a de que o poder de mudar este sistema está tanto nas mãos das empresas, como nas mãos dos consumidores, que somos nós. Muitas das vezes colocamos as “culpas” no sistema e no governo, quando podem ser as nossas ações e ideais morais e éticos que podem mudar tudo.

Neste jogo consegui perceber mais uma vez que muitas das vezes é preciso pensar no global e não apenas no particular para ser possível tomar decisões que sejam eticamente corretas. Reconheço que muitas das vezes é difícil deixar de pensar apenas em nós próprios e na nossa condição e reconhecer que a sociedade é composta por outras pessoas muito diferentes de nós e com necessidades diferentes das nossas. Assim, é sempre melhor tomar as decisões que levam a um bem maior, do que aquelas que apenas nos vão trazer vantagens a nós ou a um grupo restrito de pessoas. Este jogo também foi importante para perceber que a corrupção e a falta de honestidade são frequentes na sociedade em que vivemos e no governo em que estamos assentes, mas cabe-nos também a nós tentar mudar isto e dar o primeiro passo. Se não mudarmos ou não agirmos, nada vai acontecer e tudo se manterá igual e então não nos poderemos queixar nem continuar a atirar a culpa para os outros.

A mudança parte de cada um de nós.

 

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