Uma casa portuguesa. De certeza?

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Uma Casa Portuguesa. De Certeza? foi uma actividade proposta pelos alunos finalistas responsáveis pelas exposições a decorrer que se realizou no dia 29 de outubro.

Esta actividade levou-nos a percorrer a Baixa e o Bairro Alto, lugares alvo dos milhares de turistas que a cidade recebe todos os anos. Este passeio teve como principal objectivo demonstrar como Lisboa está cada vez mais a tornar-se uma cidade para turistas do que para os seus habitantes, e que a pouco e pouco sofre mudanças desnecessárias, que visam apenas atrair turistas e de algum modo melhorar a sua experiência na capital.

Foram apresentadas inúmeras lojas de souvenirs nesta zona nobre da cidade, que infelizmente são maioritariamente (senão todas)  repletas de objectos que aparentam ser tradicionais, mas não passam de imitações baratas e de baixa qualidade. Isto provoca uma fraca aderência aos produtos tradicionais, pois estes, por mais que tenham melhor qualidade, são mais caros, daí a preferência pelas “lojinhas dos indianos”.img_5240

Passámos ainda no Mercado do Bairro Alto, que, surpreendentemente, tinha decorações de Halloween, um feriado que não faz parte da cultura portuguesa. Mais uma vez, a cidade altera-se com o objectivo de atrair turistas.

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A Galeria de Arte Popular serviu de reforço a esta ideia de alteração da cidade, pois esta é uma loja que, altera produtos tradicionais portugueses, como o Galo de Barcelos e os elétricos, e vende este tipo de produtos alterados e com um toque “original”, como por exemplo a alteração da cor dos mesmo.

Fomos também alertados para o facto de que as casas típicas de fado têm alterado os seus horários para que se “adequem” ao dos turistas, “Pois nenhum bom português janta antes das 7 da tarde” .

Todas estas mudanças e adaptações da cidade no âmbito turístico fazem cair o merimg_5223cado dos produtos verdadeiramente tradicionais e manufacturados em Portugal, o que, de certo modo, prejudica o produto nacional.

O turismo é, sem dúvida, uma grande fonte económica portuguesa, e contribui bastante para a economia nacional, mas é importante que haja esta noção dos seus pontos negativos, para que haja uma sensibilização da população e possa ocorrer mudança, e ainda mais importante, para que possa haver um crescimento sustentável do mesmo, para que o crescimento turístico e a valorização da cidade num olhar tradicional possam crescer de uma forma directamente proporcional.

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